O mercado de confinamento bovino no Brasil encerrou o ano de 2025 com resultados amplamente positivos para os produtores, consolidando a engorda intensiva como uma ferramenta estratégica no fortalecimento da pecuária de corte nacional e na busca pelo posto de maior produtor global de carne bovina, aponta o Giro do Boi.
De acordo com dados do Índice de Custos de Bovinos Confinados (ICBC) apresentados pelo Dr. Gustavo Sartorello, da Agroplanner, as margens operacionais melhoraram ao longo do ano, impulsionadas principalmente pela queda nos preços do milho – principal insumo da dieta – e pela valorização da arroba do boi gordo frente ao custo de produção.
Avanço das margens e desempenho ao longo de 2025
Apesar de um início de ano desafiador, marcado por grãos mais caros, o segundo semestre de 2025 registrou uma recuperação expressiva. A margem operacional, que chegou a níveis modestos no começo do ciclo, saltou para até 25% no fechamento do ano, conforme monitoramento do ICBC.
O levantamento aponta que a alimentação representa cerca de 84% dos custos totais no regime de confinamento, reforçando a importância de estratégias eficientes na compra e gestão de insumos para garantir rentabilidade.
Desafios e fatores de eficiência
Entre os principais desafios enfrentados pelos pecuaristas está o ágio do boi magro em relação ao boi gordo, que chegou a cerca de 15% no final de 2025, pressionando o custo de reposição dos animais em confinamento. Nesse contexto, a eficiência biológica e a conversão alimentar tornaram-se fatores determinantes para proteger as margens de lucro.
Especialistas destacam que investir em genética de qualidade e monitorar os indicadores de desempenho podem fazer diferença no sucesso do confinamento: animais com melhor conversão transformam mais rapidamente o alimento em ganho de peso e maior produtividade.
Perspectivas e planejamento para 2026
O otimismo entre os confinadores permanece para 2026, com recomendações claras de gestão. Consultores sugerem atenção especial à janela de compra de milho entre maio e julho, período em que normalmente há maior oferta e preços mais competitivos, além da necessidade de travar custos antecipadamente para proteger margens diante de possíveis oscilações de mercado.
Comparar os resultados da própria fazenda com índices de mercado como o ICBC também é apontado como ferramenta importante para identificar oportunidades e falhas na gestão, ajudando o produtor a melhorar a performance do sistema de confinamento.
Com custos controlados e arroba valorizada, muitos pecuaristas brasileiros fecharam 2025 com boas margens de lucro, reforçando o papel do confinamento como uma importante alavanca de rentabilidade na pecuária de corte.

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