Espaço para comunicar erros nesta postagem
A Câmara Municipal de Brasnorte realizou, na noite desta terça-feira (10), a primeira sessão ordinária de 2026, no plenário Vereador Wanderley José Bertê. A reunião foi transmitida ao vivo pela Band FM Brasnorte e contou com a presença dos 11 parlamentares.
Durante a sessão, deram entrada projetos do Poder Executivo, além de indicações, moções, requerimentos e projetos de resolução apresentados pelos vereadores. A pauta foi considerada movimentada e marcou oficialmente o início dos trabalhos legislativos do ano.
Willian Braz propõe reduzir recesso e ampliar acesso à Ouvidoria
Em entrevista à reportagem da Band FM, o vereador Willian Braz (UB) classificou a sessão como “muito produtiva” e destacou as propostas apresentadas por seu gabinete.
Entre elas, está um projeto de resolução que altera o Regimento Interno da Casa para reduzir o recesso parlamentar. Atualmente, o intervalo ocorre entre 20 de dezembro e 10 de fevereiro. A proposta é encerrar o recesso em 20 de janeiro, diminuindo cerca de 20 dias de paralisação.
“Não tem cabimento quase dois meses com o plenário parado. A cidade continua acontecendo e o Poder Legislativo precisa estar atento”, afirmou.
Outra proposta trata da Ouvidoria da Câmara. Segundo o vereador, atualmente as manifestações recebidas — como denúncias, críticas, sugestões e elogios — ficam restritas à Presidência. Ele defende que todos os parlamentares tenham acesso às informações.
“O vereador é eleito para fiscalizar. Como chega uma informação na Ouvidoria e o parlamentar não tem acesso? Em outras legislaturas, todos tinham conhecimento dos conteúdos”, argumentou.
Requerimentos ao Executivo
Willian Braz também apresentou três requerimentos solicitando esclarecimentos ao Executivo.
O primeiro pede informações detalhadas sobre os custos da destinação do lixo de Brasnorte, atualmente encaminhado para Novo Horizonte do Norte. O vereador quer saber os valores pagos pelo transporte e o custo por tonelada, a fim de embasar futuras discussões sobre IPTU e taxa de coleta.
O segundo requerimento solicita uma relação completa das passagens emitidas pela Secretaria Municipal de Saúde nos últimos 12 meses, incluindo nomes, destinos, objetivos das viagens e valores gastos. Segundo ele, há reclamações de moradores sobre possíveis critérios desiguais na concessão do benefício.
Já o terceiro pedido trata das chamadas “parcerias” para a manutenção de estradas vicinais. Braz afirmou que há questionamentos frequentes de moradores das regiões da Tibagi e São Bento sobre como funciona o modelo.
“Hoje parece que temos dois tipos de estrada: as que têm parceria e as que não têm. Precisamos entender como funciona, quem gerencia e se há documento formal”, disse.
Prestação de contas do mandato
O vereador também apresentou a prestação de contas referente ao exercício de 2025. Segundo ele, recebeu:
R$ 10 mil em vale-alimentação;
R$ 14.518 em diárias;
R$ 74 mil em verba indenizatória;
R$ 115.444,30 em salários.
Somando salário, 13º e férias, o custo total do mandato foi de R$ 227.637,98.
“Prometi que faria prestação de contas periódica. A população precisa saber quanto custa cada parlamentar e os resultados que está trazendo”, afirmou.
Retorno de Manico da Tibagi
O vereador Dioclecio Alves de Lima, o “Manico da Tibagi” (PL), destacou a alegria pelo retorno ao Legislativo após a cassação do vereador Reginaldo Martins Ribeiro (MDB).
“Só tenho que agradecer a Deus e à população que confiou no nosso trabalho. Isso aumenta ainda mais a responsabilidade”, declarou.
Manico demonstrou preocupação com a situação das estradas vicinais no período chuvoso. Segundo ele, é necessário planejamento preventivo durante a estiagem para evitar que os mesmos problemas se repitam todos os anos.
“Não adianta procurar culpados. Temos que corrigir para que, no próximo período chuvoso, não se repita a mesma cena. Produtores e transporte escolar estão sofrendo”, afirmou.
Presidente pede compreensão sobre as chuvas
O presidente da Câmara, vereador Gilmar Gonçalves, também comentou sobre as condições das estradas e destacou que o período chuvoso traz dificuldades naturais.
“Estrada de terra não se mexe em tempo de chuva. Quanto mais mexer, mais buraco faz. O correto é fazer desaguador e cascalhamento no tempo seco”, explicou.
Gilmar ressaltou que os servidores da Secretaria de Obras estão trabalhando e que parte dos danos é consequência das fortes chuvas.
“Tem que melhorar? Tem. Mas não adianta jogar toda a culpa no secretário ou no prefeito. A natureza precisa ser respeitada”, pontuou.
Ao final, o presidente avaliou a primeira sessão como tranquila e produtiva.
“Foram apresentados muitos requerimentos e indicações. Somos 11 vereadores e tenho certeza de que vamos fazer um bom trabalho em 2026. Aqui é para discutir os problemas do povo e melhorar o município”, concluiu.
Os projetos apresentados devem começar a ser apreciados e votados nas próximas sessões ordinárias.
Nossas notícias
no celular

Comentários