A colheita da safra 2025/26 de soja em Mato Grosso alcançou um novo patamar nesta temporada, com 51,01% da área total colhida até 13 de fevereiro, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). O desempenho representa um avanço significativo em relação à semana anterior, quando o índice era de 39,61%, e confirma a liderança do estado no ritmo de colheita do grão no país.

O resultado atual também supera ligeiramente o mesmo período do ciclo anterior, quando a colheita estava em 50,08%, demonstrando um movimento mais intenso nos trabalhos de campo neste início de fevereiro. O avanço acelerado nas últimas semanas reflete tanto fatores climáticos favoráveis em áreas-chave produtoras quanto a estrutura de logística e mecanização que caracteriza a agricultura no estado.

No panorama nacional, os números reforçam esse progresso. De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a colheita da soja no Brasil atingiu 17,4% da área cultivada, um salto de mais de 55% em comparação com a semana anterior, quando o percentual era de 11,2%. Essa aceleração também supera os 14,8% registrados no mesmo período da safra anterior, o que indica uma tendência de avanço mais firme em diversas regiões produtoras.

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Impacto nos mercados e desafios no campo

Especialistas do setor apontam que o ritmo de colheita já reflete positivamente nos mercados físico e futuro da oleaginosa. Com o avanço dos trabalhos, há expectativas de maior oferta de grãos no curto prazo, o que pode influenciar cotações internas, movimentação nos portos e negociações de contratos para exportação ao longo das próximas semanas.

No entanto, nem todos os fatores são completamente favoráveis. Produtores e associações do setor alertam para desafios climáticos que podem incidir sobre o estágio final da safra e o início imediato dos trabalhos de plantio da chamada “safrinha” do milho. Em algumas regiões de Mato Grosso, o excesso de chuvas registrado recentemente tem dificultado a entrada de máquinas e a secagem adequada dos grãos colhidos, o que pode afetar a qualidade final da produção se as condições não se estabilizarem rapidamente.

Perspectivas e posição de liderança

Ainda assim, a posição de liderança de Mato Grosso no cenário brasileiro permanece clara. O estado continua à frente de outras unidades federativas tanto na proporção de área já colhida quanto no ritmo de semeadura que antecede a colheita plena. As informações divulgadas pelo Imea e pela Conab demonstram que a performance do estado tem sido determinante para elevar a média nacional e sustentar projeções de produção robusta para a oleaginosa em 2026.

À medida que os trabalhos no campo avançam, os agentes de mercado seguem atentos às condições climáticas, à logística de escoamento e aos preços internacionais, com a expectativa de que o Brasil mantenha sua posição como um dos principais fornecedores globais de soja no mundo.

FONTE/CRÉDITOS: Gabriel Almeida, Canal Rural