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PF cumpre mandados de busca em escritórios de advocacia do ex-presidente do STJ Asfor Rocha

Por Bruno Tavares e Tahiane Stochero, TV Globo e G1 SP  / 

29 de Novembro de 2019 as 09:33

A Polícia Federal cumpre na manhã desta sexta-feira (29) mandados de busca e apreensão nos escritórios de advocacia do ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Cesar Asfor Rocha e do filho dele em São Paulo e em Brasília. As buscas e apreensões de materiais foram acompanhadas por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), conforme determina a lei.

 

As buscas foram determinadas pela 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo e integram uma nova fase da Operação Appius, que apura crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. No início de novembro, a PF cumpriu buscas na casa de Asfor Rocha em Fortaleza, no Ceará.

 

A TV Globo e o G1 questionaram a assessoria de imprensa do ex-presidente do STJ Asfor Rocha várias vezes por ligações telefônicas e mensagens por aplicativo de texto entre as 8h30 e 9h23 desta sexta-feira e também questionou, por email, o advogado do ex-ministro, às 9h57, sobre o caso. Até o momento, eles não se pronunciaram. A investigação corre em segredo de justiça.

 

O Ministério Público Federal (MPF) informou que as buscas nos escritórios de Asfor Rocha nesta sexta se justificam agora "porque a investigação é voltada à apuração de indícios de cometimento de crime pela própria pessoa do advogado responsável pelo escritório alvo". Segundo o MPF, nas buscas feitas na casa do ex-presidente do STJ em novembro, não foram encontrados computadores, o que foi caracterizado "uma circunstância atípica" e que "denotação de possíveis ações de ocultação de elementos relevantes à apuração".

 

O inquérito policial da Operação Appius teve origem a partir de informações obtidas em uma colaboração premiada do ex-ministro Antonio Palocci Filho e investiga o pagamento de propina por parte de uma empreiteira a agentes públicos para anular a Operação Castelo de Areia, realizada em 2009.

 

A Operação Castelo de Areia foi deflagrada em 2009 pela PF e pelo Ministério Público Federal (MPF) e apurava os crimes de fraude à licitação, corrupção, lavagem de dinheiro, entre outros, praticados por representantes de uma empreiteira e políticos para obtenção de contratos públicos. Em 2011, a operação foi anulada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

 

Em 7 de novembro, quando a PF realizou buscas na casa de Cesar Asfor Rocha, a assessoria dele disse que "o ex-ministro Antonio Palocci dissemina mentiras com base no que diz ter ouvido falar e que, por falta de consistência e de provas, essa mesma delação foi recusada pelo Ministério Público Federal"

 

A assessoria também disse que, "além de ações cíveis por danos causados à sua imagem e a do escritório, o ex-ministro Cesar Asfor Rocha vai registrar notícia crime na Procuradoria Geral da República e mover ação penal contra Palocci, a quem se refere como delinquente".











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