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STF forma maioria para responsabilizar redes sociais por conteúdos publicados por usuários

PLATAFORMAS DIGITAIS

Center News
Por Center News
STF forma maioria para responsabilizar redes sociais por conteúdos publicados por usuários
Redes Sociais vão ser responsabilizadas pelos conteúdos publicados por seus usuários
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O STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria nesta quarta-feira (11) para responsabilizar as redes sociais por conteúdos publicados por seus usuários. Dias Toffoli, Luiz Fux, Flávio Dino, Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e o presidente Luís Roberto Barroso, foram alguns dos ministros que votaram a favor, enquanto André Mendonça divergiu.

Os critérios em relação a como e sob que condições as plataformas digitais deverão responder e reparar os danos, ainda vão ser definidos. O julgamento gira em torno do artigo 19 do Marco Civil da Internet, e os ministros julgam dois recursos que discutem a possibilidade de que redes sociais sejam responsabilizadas por danos criados pelos seus usuários mesmo que não tenham recebido antes uma ordem judicial para a retirada das postagens irregulares.

O Marco Civil da Internet entrou em vigor em 2014 e funciona como uma espécie de Constituição para o uso da rede no Brasil — estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para usuários e empresas. Um dos seus artigos estabelece que as plataformas digitais só serão responsabilizadas por danos causados por conteúdos ofensivos se, depois de uma ordem judicial específica, não tomarem providências para retirar o material do ar. A maioria considerou que a regra é insuficiente para proteger os usuários e defendeu ampliar a obrigação das plataformas de fiscalizarem os conteúdos que circulam na internet.

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Com a votação para responsabilizar as plataformas, o tribunal deve agora definir em quais casos as empresas devem ser punidas mesmo quando não houver ordem judicial. O que fica em aberto agora é a criação de um órgão ou entidade para fiscalizar o cumprimento dos critérios que forem definidos pelo STF.

 

Como os ministros votaram?

Em dezembro de 2024, Dias Toffoli deu início a votação, argumentando que a restrição imposta pelo Marco Civil da Internet é inconstitucional porque cria uma “imunidade” para as empresas de tecnologia e deixa os usuários desprotegidos. Já o ministro Luiz Fux defendeu a inversão do modelo em vigor e disse que as plataformas devem ser obrigada a remover imediatamente publicações questionadas pelos usuários. “Conteúdos lesivos de direitos fundamentais, tais como fake news, discurso de ódio ou mesmo difamatórios, podem gerar engajamento substancialmente maior do que conteúdos lícitos e verdadeiros”, alertou o ministro.

Luís Roberto Barroso defendeu que as big techs devem criar mecanismos para melhorar a qualidade da informação, mas só podem ser punidas por falhas amplas. André Mendonça, único a ir contra, votou para manter a sistemática atual de responsabilidade das plataformas por publicações de usuários – apenas em caso de descumprimento de decisões judiciais para remover conteúdos. Flávio Dino apresentou exemplos como o de ataques a escolas e de crimes contra crianças e adolescentes estimulados nas redes sociais para defender um controle mais rígido sobre as publicações na internet, e disse que “a liberdade regulada é a única liberdade”. “Liberdade sem responsabilidade é anarquia, conduz à barbárie”, afirmou.

 Cristiano Zanin disse que o artigo 19 é incompatível com a atual realidade do modelo de negócio de muitos provedores, que fomenta a perpetuação de danos e desinformação, além de impor às vítimas o ônus de acionar o Poder Judiciário, com todo o custo e desgaste que isso requer”, argumentou. Fechando a votação, Gilmar Mendes, que foi mais um dos irem a favor, afirmou que falta transparência nos algoritmos das redes sociais. “As plataformas digitais já exercem cotidianamente e de forma extensiva um papel de mediação de controle sobre a liberdade de expressão dos usuários”, defendeu.

FONTE/CRÉDITOS: Jovem Pan
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