A Polícia Judiciária Civil, por meio da Delegacia de Polícia de Brasnorte, identificou o suspeito de ser o condutor do veículo envolvido no acidente que resultou na morte da jovem Larissa Leite de Campos, de 24 anos, e deixou ferida sua amiga Tamires Teixeira, também de 24 anos, na noite do último sábado (8), na rodovia MT-170, zona rural do município.

Após várias diligências, os investigadores localizaram o veículo na quarta-feira (12), na residência do suspeito. O automóvel apresentava avarias compatíveis com o acidente, e as partes danificadas estavam cobertas com isopor e uma caixa térmica, numa aparente tentativa de ocultar os danos.

O advogado de defesa do suspeito, Dr. Welington Ribeiro, criticou a forma como a ação policial foi conduzida.

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“Houve um procedimento em que os policiais civis, ao meu ver, foram desinteligentes quanto à condução. Estiveram na escola onde trabalha a esposa dele, adentraram na casa sem mandado e constrangeram uma criança de 7 anos, que ficou em pânico. Retiraram o veículo de forma incorreta, pois deveria ter sido removido por guincho, conforme o Procedimento Operacional Padrão (POP). Simplesmente rasgaram o POP ou sequer o leram algum dia”, afirmou o advogado.

Segundo ele, a abordagem foi excessiva e desnecessária, considerando que o suspeito é um cidadão sem antecedentes criminais e que o caso trata-se de um acidente em apuração, e não de um crime doloso.

“Não se trata de um bandido. O que aconteceu foi um acidente que ainda está sendo investigado. O condutor relatou que acreditava ter atingido um animal na pista, pois trafegava à noite, por volta das 23h, em um trecho escuro e sem sinalização. Ele não fugiu — permaneceu em casa, trabalhando normalmente”, explicou Ribeiro.

O advogado também afirmou que o suspeito não tinha conhecimento de que havia atingido duas pessoas, e que o ocorrido deve ser tratado com equilíbrio e cautela pelas autoridades.

“Infelizmente, acidentes acontecem. Vivemos em um mundo onde tragédias ocorrem, mas isso não justifica excessos. O papel da Polícia Civil é conduzir a investigação com serenidade, sem pré-julgamentos. O policial não acusa, não julga — ele apura e relata os fatos com fidelidade. O que vimos foi uma condução inflamada e desrespeitosa”, declarou o advogado.

O defensor reforçou que seu cliente deverá se apresentar à Delegacia e colaborar com as investigações.

“Ele segue a vida dele, é trabalhador, casado, pessoa de bem. Está à disposição para prestar esclarecimentos, mas espera que o processo seja conduzido dentro da legalidade e com respeito à dignidade humana”, concluiu Dr. Welington Ribeiro.

Nossa reportagem tentou contato com o delegado de Campo Novo dos Parecis, Dr. Guilherme Kaiper, que está respondendo por Brasnorte, mas até o fechamento desta matéria não obtivemos resposta.

FONTE/CRÉDITOS: Lino Barreto; Band FM Brasnorte