Polícia apura se mulher, marido, filho e amigo foram assassinados em disputa por exploração de garimpo em Aripuanã

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Polícia apura se mulher, marido, filho e amigo foram assassinados em disputa por exploração de garimpo em Aripuanã

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25 de Novembro de 2020 as 12:29

A Polícia Civil de Mato Grosso apura se a chacina que matou quatro pessoas na saída do garimpo de Aripuanã, a 976 km de Cuiabá, no sábado (21), tem alguma relação com disputa por exploração da área. Os corpos foram encontrados na segunda-feira (23).

Foram mortos Elzilene Tavares Viana, de 41 anos, conhecida como Babalu; o filho dela, Luiz Felipe Viana Antônio da Silva, de 19 anos; o marido dela, Leôncio José Gomes, de 40 anos; e Jonas dos Santos, de 25 anos.

Nenhum suspeito foi preso ou identificado.

Segundo a investigação, as vítimas desciam a serra no garimpo quando foram abordadas por quatro homens armados que bloquearam a estrada usando uma caminhonete.

As vítimas, então, foram algemadas, levadas para uma estrada, em direção ao município de Juína, e, em seguida, executadas.

De acordo com a delegada responsável pela investigação, Amanda Menucci, o local onde as vítimas foram abordadas é o acesso para a serra do garimpo, onde trabalhavam. Luiz Felipe não trabalhava como garimpeiro, não morava na cidade e estava apenas visitando a mãe.

“As informações são ainda incipientes e nenhuma possibilidade foi descartada. Há a suspeita de o crime estar relacionado com a disputa pelo garimpo, no entanto, outras hipóteses estão sendo averiguadas pela Polícia Civil”, disse ao G1.

Elzilene, o marido e Jonas exploravam o garimpo e também possuíam outras atividades, que ainda estão sendo levantadas pela polícia.

Jonas veio recentemente do Pará para trabalhar no garimpo.

 

Uma sobrevivente

Segundo o boletim de ocorrência, Jonas, o amigo, iria para Juína, a 737 km de Cuiabá, e pegou carona com a família.

Uma quinta pessoa que estava com o grupo sobreviveu. Segundo a polícia, a mulher não foi morta porque disse que estava grávida.

Após o crime, os suspeitos incendiaram um dos veículos e o fogo atingiu um dos corpos — os demais foram encontrados com ferimentos.

A sobrevivente relatou que a abordagem ocorreu no local de ligação entre a serra do garimpo e a cidade. Foram todos conduzidos por aproximadamente 50 km para fora da cidade onde houve a execução.

 

O garimpo

Desde que o garimpo no local foi legalizado, em julho de 2019, o número de homicídios aumentou quase 300%. O conflito pelo uso da área começou em outubro do ano passado, quando uma operação da Polícia Federal (PF) foi deflagrada para inibir o garimpo ilegal em Mato Grosso e iniciou a retirada dos garimpeiros da área.

De acordo com as investigações, além do impacto ambiental na região, o garimpo ilegal estaria causando grande devastação social no município com aumento do índice de homicídios, tráfico de drogas, prostituição e outros crimes.

Com o novo acordo, ao todo, 1.500 garimpeiros podem explorar uma área de 516 hectares para extração exclusiva de ouro.

 











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