Bem Vindo , Hoje é

00:00:00

NOTÍCIAS / BRASIL

Ex-presidente Lula deixa a prisão em Curitiba

Canal Rural, com informações da Agência Safras  / 

08 de Novembro de 2019 as 18:10

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou a prisão nesta sexta-feira, 8, após decisão da Justiça Federal em Curitiba. Lula estava preso desde 7 de abril do ano passado, na Superintendência da Polícia Federal (PF) na capital paranaense pela condenação no caso do tríplex do Guarujá (SP), um dos processos da Operação Lava Jato.

 

A decisão foi proferida pelo juiz Danilo Pereira Júnior, após a defesa de Lula pedir a libertação do ex-presidente com base na decisão proferida nesta quinta, 7, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que derrubou a validade da execução provisória de condenações criminais, conhecida como prisão após a segunda instância.  O mandado de soltura foi encaminhado para a PF.

 

A previsão é de que Lula deixe a prisão ainda nesta sexta-feira.

Em janeiro do ano passado, a condenação de Lula, proferida em primeira instância pelo ex-juiz Sérgio Moro, foi confirmada e a pena aumentada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), segunda instância da Justiça Federal, para 12 anos e um mês de prisão – 8 anos e 4 meses pelo crime de corrupção passiva e 3 anos e 9 meses pela lavagem de dinheiro.

 

Em abril deste ano, a pena de corrupção foi reduzida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) para 5 anos e seis meses, enquanto a de lavagem ficou em 3 anos e quatro meses, resultando nos 8 anos e 10 meses finais.

Além de Lula, a decisão do STF deverá beneficiar outros condenados na Lava Jato, como os ex-deputados Eduardo Cunha, José Dirceu, além do e executivos de empreiteiras.

 

Impacto no dólar

O dólar comercial fechou em alta de 1,80% no mercado à vista, cotado a R$ 4,1680 para venda, próximo à máxima do dia de R$ 4,1700 (+1,85%), reagindo à decisão do juiz do Tribunal Regional da 4 Região (TRF-4), Danilo Pereira Júnior, que autorizou na reta final dos negócios que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja solto após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) ontem. O real teve o pior desempenho entre as principais moedas globais.

 

“A moeda passou a registrar máximas consecutivas em movimento de recomposição de posições defensivas, potencializado perto do fim da sessão, após a confirmação de que a justiça determinou a soltura do ex-presidente Lula”, comenta o analista da Correparti, Ricardo Gomes Filho.

“O dólar operava em alta com alguma medida por conta também do cenário externo, mas nitidamente o mercado piorou quando foi confirmada a soltura de Lula”, acrescenta o economista-chefe da Necton, André Perfeito.

 

Na semana, o dólar se valorizou em 4,25% frente ao real refletindo não só as incertezas no exterior em meio aos ruídos da guerra comercial entre Estados Unidos e China, mas também a grande frustração do mercado doméstico com o megaleilão do pré-sal que não despertou o interesse de investidores estrangeiros, além de arrecadar menos do que o esperado pelo governo federal. O mercado aguardava uma entrada de fluxo que virá, dizem analistas.

 

A forte valorização foi corroborada pela decisão do STF que definiu que o início do cumprimento da pena de prisão só pode acontecer quando houver trânsito em julgado, ou seja, quando não houver mais recursos cabíveis ao réu, e consequentemente, com a decisão de justiça de soltar o ex-presidente Lula.

 

“A saída do Lula da prisão dá força para a oposição”, comenta o economista-chefe do Ourinvest, Fernanda Consorte. Com Lula livre, Perfeito avalia que, provavelmente, o clima político irá de novo se radicalizar, especialmente, porque todos os indícios dão conta de que o ex-presidente irá para o embate político em caravanas pelo país. “Isso pode atrapalhar em parte a agenda de reformas, uma vez que o presidente Jair Bolsonaro se encontra politicamente frágil e praticamente sem partido”, reforça.

 

Na próxima semana, o mercado deverá repercutir a liberdade de Lula, em meio à liquidez reduzida com feriados nos Estados Unidos e aqui, no fim da semana. “As atividades serão reduzidas em Brasília. A trajetória é de alta com fluxo menor e inicialmente, uma agenda de indicadores sem força para precificar a moeda”, analisa Consorte.











Comente Logo Abaixo